Green : Review

     Nossa historia começa com Tsumugi, uma jovem  que por ironia do destino é largada ou abandonada pelo seu namorado. Mas que no mesmo instante em que caminhava com seus pensamentos cheios de ódio e amargura do ex, com seus olhos exauridos por lágrimas de abandono e ingratidão. Tsumugi se esbarra na maravilhosa, serena e cativante garota de cabelos negros Shiraishi Megumi,  no qual só soube provocar Tsumugi com seu olhar penetrante, mas se retira ao dizer “você e bonita” e assim  esta historia cheia de fru fru se inicia.

OBS:Primeiramente pra quem não sabe,Megane-sensei é a mesma autora de Aoi Hana.

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É difícil descrever esta historia, então vou primeiro falar um pouco da arte que apesar de simples ( em questão de detalhes) assim como a “Takemiya Jin”, mas que diferente da “Mera-sensei” (que trabalho muito a questão do psicológico, depressivo e melancólico ), a “Megane-sensei” mostra mais sentimentos serenos,harmonia e de paz. Uma questão que acredito ser especialidade da Megane-sensei, principalmente se for lembrar de seu Grande sucesso  “Aoi Hana”. A arte da Megane-sensei  é muito intrigante, muito interessante ,de longe parecem rabiscos mas são tão bem finalizadas e em ambos os casos para personagens de cabelo claro( onde na maioria das vezes acaba sendo uma barreira para alguns artistas) e cabelo escuro( que tendem a serem os mais fáceis de se fazer), de qualquer jeito, em ambos os casos ela sabe executar muito bem, e ao observar que assim como  a “Shuninta”, “Megane-sensei” varia na aparência das personagens que ela cria, evitando um famoso personagem padrão em suas historias e criando personagens carismáticos, originas e cheio de atitude para enriquecer o plot.

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     Agora falando da historia, tudo começa com Tsumugi, uma jovem que acaba sendo abandonada( na verdade chutada) pelo namorado, mas que acaba conhecendo Megumi. O relacionamento delas é de certa forma misterioso e um tanto enigmático mas também interessante (principalmente o fim), onde temos a Tsumugi se aproximando cada vez mais de Megumi. No inicio não passava de uma simples curiosidade ou admiração de Tsumugi por Megumi, mas após diversos trocas de olhares e gestos, uma simples admiração ganhou forças para algo mais forte, desejado e cobiçado. Tsumugi e Megumi  além de se completarem são também um casal muito enigmático ( pelo menos para mim). Uma mudança de papeis acaba acontecendo, onde mais camadas são postas nessa historia e mais conflitos internos são preparado. De um lado temos Tsumugi  perdendo o namorado mas outro temos o passado da Megumi e seus conflitos pessoas, conflitos que envolvem um passado que ela tenta esquecer mas não presta atenção ao seu redor porque assim como Tsumugi , Megumi sofre o mesmo medo, o medo de ser deixada( ou abandonada ).

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     Acho que Green” se assemelha muito com “Kimi ni todoke” que transmite a mesma alma, o mesmo flow, a mesma calmaria, o mesmo ritmo e talvez ate mesmo o mesmo relacionamento. Onde o amor e mais apurado, mas “Green” não trabalha apenas Tsumugi e Megumi, ele trabalha muito bem outras duas personagens que eu acho indispensáveis no manga, que são a Chinatsu e a Oomiya. Logo quando comecei a ler o manga e fisguei o olho na Chinatsu eu amei ela, por  diversas qualidades que a personagem possui. Primeiro, ela e perdidamente apaixonada pela sua amiga Tsumugumi mas não admite seus sentimentos por medo de perdê-la. Segundo, a aparência dela, o jeito de como ela se comporta e as atitudes que ela toma fazem dela uma grande Tachi. Agora falando da Oomiya que de inicio eu a achei meio irritante mas depois do encontro dela com a Chinatsu e terminar de ler o manga deu pra ter outra perspectiva sobre ela, muita coisa mudou. Tanto a Chinatsu como a Oomiya são personagens que servem para suportar as duas principais, de certa forma é algo romântico, ambas que sempre buscaram amar mas não eram amadas, a partir do elo de ambas e da posição que ambas se encontraram, ambas se entendem e o simples afeto acaba acalmando á melancolia das duas( isso não deixa explicito no manga mas eu shippo muito hard as duas).

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     Green é um manga lindo, belo, calmo e que transmiti um sentimento de deja vu para quem já leu “Kimi Ni Todoke”,existem horas agitadas, horas de revelações e horas onde todo o estresse foi jogado pela janela e o amor venceu. Ele tem variações e são exatamente estas variações e de como elas se ajustam ao esqueleto da historia que á fazem especial e mais importante, enigmática. Resumindo Green é um ótimo yuri para quem ta começando a se aventurar e para os íntimos, Green é para todos os gostos, seja pelas personagens, pelas relações ou pela arte, Green é um manga yuri que vale muito a pena correr atrás.

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Her World : Review

 

     Yo! pessoas! como vão? vim aqui pra recomendar mais um yuri psicológico!!rsrs porque não né? este promete? leia e descubra, ele e bom? leia logo e descubram, então deixo vcs com minha review de “Her world“.

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     A historia gira em torno de duas colegas de sala: Natsuki e Hibari. Certo dia, as duas se esbarram acidentalmente nos corredores da escola, onde em que Hibari deixa cair o seu  preciosíssimo caderno, mas que por ironia do destino cai nas mãos de ninguém mais e ninguém menos que Natsuki. Mais tarde, enquanto Hibari se preocupava com seu precioso, Natsuki lambia os beiços de prazer pelo conteúdo que ali fora profanado por mãos brancas, pequenas e frágeis como as de Hibari. Mas Natsuki não satisfeita queria mais, queria se embebedar mais com tal poção que possuiu sua curiosidade em pessoa, historias nunca antes mesmo pensado existir, nem mesmo em seus sonhos mais molhados,  estavam lá, diante de seus olhos no pequeno caderno de Hibari. Caderno no qual, por meio de chantagens vindas de Natsuki, fora logo compartilhado, já que por meio das palavras de Hibari que sequestraram o prezado interesse de Natsuki.

 

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     Her World é um manga deveras intrigante, tenebroso e reflexivo. Mesmo por seu conteúdo curto, és um conteúdo que se prova por seu valor e não por suas medidas. Conseguindo emocionar, filosofar, contar  sentimentos geralmente vistos como “errados”, onde no final o que verdadeiramente importa é obter aquilo que tanto é cobiçado. Seja egoísta ou possessivo, mas principalmente tenha em mente em como os sentimentos mais negros e obscuros, podem se mostrar como os mais puros no final das contas. Mostrando assim um verdadeiro valor e real motivo, no qual antes se mantinha escondido ou impronunciável por lábios que eis em questão haviam sido selados.

     Não minto, a arte de “Mera” não é de alegrar a todos de primeira passagem, seja por questão da tonalidade melancólica em seus rabiscos, ou a feiura que na maior parte das vezes acaba sendo vistas com maus olhos. Porem, são exatamente os mesmos pontos que judiam de “Mera” que ela consegue trazer a escuridão para luz e vice-versa. Eu gosto de dizer que o traço  usado acaba coincidindo com o tema de Her world. Onde Melancolia, depressão e angustia se encontram quase como se metamorfoseassem a cada quadro, assim como o que por muitos intitulado de borrões, se mostra ser a chave para tudo, pois são estes mesmos borrões que embelezam os sentimentos de Her World de maneira clara e explícita.

     Já o simbolismos por outro lado, é o expoente que verdadeiramente diz o que Her World quer tratar, seja a questão do tema, das mensagens e entre outras coisinhas a mais. Onde muitas teorias e ferramentas narrativas são usadas para enriquecer a trama, as personagens e principalmente os rascunhos de Mera. Como por exemplo os olhos em especial, muito conhecidos no campo da psicologia como a janela da alma, onde os olhos de Mera acabam sendo deveras expressivos. Não apenas nos emocionam quando os vemos, mas que por diante conseguem transmitir sentimentos só visíveis após usar estes olhos como ponto de referencia. Mas que por outro lado, consigo enxergar as coisas por outra perspectiva “se é que me entende.” Pense bem, e se eis olhos fossem não janelas mas sim espelhos? onde não seria os sentimentos dos demais que enxerguemos mas sim os vossos? O que explica muito do que Her World,onde as coisas não são como aparentam ser, assim como uma janela ou um espelho.

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     Agora partindo para a historia, onde pode até não parecer, e você pode até se questionar sobre o assunto, mas acredite Her World é a simplicidade em pessoa. Tanto que não apresenta qualquer tipo de narrativa complexa, seja plot twist ou um por acaso triangulo amoroso. Mas da mesma forma que é simples, trabalha a complexidade em sua simplicidade. Tornando assim as coisas mais interessantes e inesperadas, mas eu lhe pergunto : Seria a Simplicidade dentro da complexidade ou a complexidade dentro da simplicidade?

     Como dito anteriormente, a trama gira em torno de Natsuki e Hidari duas colegiais que acidentalmente trocam os cadernos. E dês desse ponto o caderno começa a ser um importante fragmento de um grande quebra cabeça que Her World quer montar ou contar. De início ele funciona mais como uma droga venérea, com o único objetivo de viciar Natsuki com suas palavras, sentimentos e seus prazeres gerados. Até porque é pelo caderno que Natsuki se interessava “pelo menos no começo” e não por Hibari em especifico, criando assim uma certa analogia entre o caderno(a droga) e Hibari( o coração) em contrate com Natsuki por estas duas vertentes distintas. E mais,  vale lembrar que é Hibari que as escreve, então será que seria isto uma pequena dica do que estava prestes por vir? Como talvez o desenvolvimento de Natsuki em questão? onde a garota popular e cheia de si mostraria certas fraquezas em seu sorriso contagiante? vejamos!

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      No inicio temos Natsuki, como a descolada e extrovertida, mas que por conta de eventos que vão acontecendo ela começa a mostrar certos sinais de mudança, tanto em sua  personalidade como em seu comportamento. Mudando para uma Natsuki mais apaixonada, que antes estava intrigada pelo caderno e nada mais; Desviou seu interesse para Hibari, onde se pode ter dois tipos de interpretações a partir desse ponto. a) Hibari foi usada como o amor que a afastou do caderno, que em questão é simbolizado como uma droga ou b) Natsuki ter usado o caderno para ter chegado até Hibari.

Natsuki tem varias fasses em sua mudança, ela sente a paixao onde muitas vezes esta tao perto mas ao mesmo tempo tao longe de se alcançar.

Onde ao mostrar diversas  feições, características e acima de tudo comportamentos que a definem muito bem para que assim possamos começar a entende-la de verdade. Entender do que se passa na sua cabeça, o que Onde a mesma garota que antes se mostrava descolada e extrovertida passa por mudanças, vistas tanto boas como ruins,  mas que foram deveras importantíssimas para o compreendimento total sobre Natsuki. uma garota apaixonada cheia de fraquezas e brechas, nesse momento é que ela realmente se mostra, pois é o quão ela fica frágil, desesperada, apavorada e a paixão reprimida dela por Hidari que a faz Brilhar a partir de todas as imperfeições que Natsuki começa a adotar. Os papeis meio que mudam consideravelmente, por um lado temos Natsuki que se apaixona incondicionalmente por Hidari e por outro Hidari, uma garota antissocial que tinha um relacionamento secreto com uma tal professora, pode não ter sido muito mas foi o suficiente para deixar Natsuki com ciúmes. Dai em diante que as coisas mudam, onde acontece uma espécie de troca entre as duas. Enquanto uma guarda o segredo da outra, a outra tem o coração da outra, amor e inteligência, Cérebro e coração. Botando assim as duas em um prol de igualdade.

Mas o que sem sombra de dúvidas atiçou meu interesse foi a mensagem do manga em conjunto principalmente com as ultimas paginas. Onde o titulo “Her World” atiça ao mundo de Hidari, ao qual é um mundo que Natsuki deseja fazer parte, no entanto um fator que é deixado meio que intercalado é o caderno que funciona como um mensageiro para ligar as duas, Natsuki queria fazer parte da vida de Hidari como de seu caderno, ou seja fazer parte de seu mundo que intercala tudo ligado á Hidari. Her World, é um manga que vale a pena correr atrás, seja pelas mensagens, pela relação altamente psicológica de Natsuki e Hidari ou pelos desejos carnais de Natsuki, Her World é um manga que vai te fazer pensar e refletir sobre a vida.

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